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FILME OLGA ... VALE A PENA ASSISTIR

Olga     

 

             Meu primeiro contato com Olga Benário se deu aos 13 anos, quando, na 8ª série, meu professor de história trouxe uma das cartas que ela enviara a sua filha Anita Leocádia e ao amor de sua vida o brasileiro Luís Carlos Prestes. As palavras contidas naquela correspondência e a história desta alemã que tinha no seu ideal corrigir as mazelas do mundo tocaram profundamente ele garoto do interior que apenas despertava para mundo.

           Olga, jamais foi esquecida, e vez ou outra passeava por meus pensamentos. Foi com muita ansiedade que li em algum meio de comunicação que um filme sobre a vida desta revolucionária serias rodado no Brasil. Esperei até que tal produção se tornasse realidade e quase 15 anos depois tive a oportunidade e ver no cinema a vida desta mulher que um dia numa daquelas aulas que a gente esquece passou pela minha adolescência. Sua força, seu ideal, sua luta por uma causa, seus sofrimentos e suas história de amor. Como esquecer?      

    Fui com uma amiga assistir ao filme dirigido, diga-se muito bem dirigido, por Jaime Monjardim. Sei que muitos dirão que o filme utiliza em muito a linguagem televisiva, aliás, a maioria dos atores é oriunda da TV. Não poderia ser diferente já que no Brasil a televisão exerce uma influência expressiva e impressionante. Já não era sem tempo que houvesse essa fusão. O cinema precisa dessa força da televisão para se fortalecer, ganhar a maioridade.

     As primeiras cenas de Olga brilham já pelo talento de Camila Morgado. O filme se desenvolve numa narrativa psicológica, onde o flashback é um recurso para colocar o espectador a dos acontecimentos. A Alemanha nazista é recriada de forma fria, assim como a maiorias dos filmes que retratam a Segunda Guerra Mundial. Mostra ainda um Brasil hostil e ditatorial  do primeiro Governo Vargas. O enredo se centraliza mais na história pessoal de Olga, mas sem deixar de lado aspectos políticos de relevante em sua vida. O longa metragem alcança seu ponto máximo quando chega o momento da separação entre Olga e sua filha. Camila Morgado e o bebê conseguem uma cena emocionante capaz de arrancar lágrimas ou no mínimo comover e convencer espectadores mais insensíveis.

           

          As cenas de sexo entre Camila Morgado e Caco Ciocler ( Olga Benário e Luís Carlos Prestes), são de uma requinte e bom gosto, sendo que algumas enriquecidas por uma trilha sonora belíssima, poderia serem ditas que até poéticas. O talento de ambos são notáveis. Caco convence como Luís Carlos Prestes. E não poderia de registrar a presença de Fernanda Montenegro, num papel até mesmo pouco explorado, mas com uma atuação sempre digna de seu nome. Fernanda fala com os olhos, emociona e cativa como a mãe que luta pela vida do filho, da nora e da neta. Vale ressaltar ainda a presença de Osmar Prado que faz com propriedade Getúlio Vargas e Floriano Peixoto na pele de Filinto Müller, uma espécie chefe de polícia.

         

A fotografia e a trilha sonora são pontos fortes também no filme, aliás características marcantes de Jaime Monjardim na TV. Um estilo com o qual já nos brindou com suas telenovelas, como O Clone e Terra Nostra.  Nã ose pode negar o bom gosto e cuidado ao recriar  cenários e figurinos da década de 30 e 40, épocas em que o mundo estava num grande conflito. E ainda o risco que se corre ao contar uma história em plena Segunda Grande Guerra e nã ose tornar repetitivo. Em Olga, Monjardim  e sua equipe conseguem criar uma obra com identidade própria, beleza, requinte e qualidade. 

           Olga é um filme que marca a história cinematográfica brasileira, não só por ter um dos orçamentos mais caros, mas porque com qualidade resgata um pouco da cultura, da história e do orgulho brasileiro. Se o Brasil pretende se tornar um líder mundial precisa e deve mostrar ao mundo sua histórias, suas lutas e suas conquistas. Se a televisão através da telenovela, o futebol com Pelé e Ronaldos, a moda com suas Giseles, chegou a vez do cinemar também realizar essa esse papel de divulação e afirmação do país.

Valter J. Marques Queiroz

Professor ( Literatura)



Escrito por Poeta Sonhador às 00h18
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Amar é velejar

É absorver a brisa suave

É navegar em mares de prazer

É dois em um

É ter mas não prender

É um contraste

É uma busca na igualdade

É libertar

 

Amar é doar

É não esperar recompensa

É lealdade

É não ferir

É sempre sorrir

 

Amar é preservar

É não destruir

Amar é querer

É estar

É sentir

É sublimar

É as vezes esquecer

É as vezes conceder

É não impor condições

É saber dizer não

 

Amar é aceitar

Amar é perdoar ...

Sempre... 



Escrito por Poeta Sonhador às 23h57
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Escrevo porque minh'alma chora!

Chora as dores do mundo,

O desencanto da vida,

O sonho interrompido,

A ilusão perdida!

 

Escrevo porque as palavras,

Ah! As palvras,

Elas têm o poder,

O poder de afagar meu peito,

Suavizar minha dor,

Encantar meu sonho,

Reencontrar a ilusão!

Ilusão que me faz desejar!

 

Escrevo porque escrever

É minha sinha!




Escrito por Poeta Sonhador às 23h49
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