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Noite....

NOITE...

Noite...

Criaturas sombrias

Rondam minh'alma

Demônios sobrevoam o peito meu

Esperanças nebulosas

Entre cemitérios e túmulos

Entrego minha vida...

Noite...



Escrito por Poeta Sonhador às 19h52
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Meu coração...

Meu coração...

Meu coração é um campo de batalha
Sinto mísseis detonando sentimentos
Granadas explodindo lembranças.
Meu coração é um campo minado...
Que sangra ao Sudoeste
Queima na direção Leste
E se banha de sangue no Oeste.
Meu coração é um campo minado...
Tarde demais, congela-se no frio Sul
E se distancia muito ao Norte.
Resta somente o Centro.
Porém a solidão, numa cilada do destino
Tomou-o para si e controla-o por inteiro.
Meu coração é um campo de batalha...
Mas resta a esperança,
A cada batida  sua
Sangue novo faz pulsá-lo...
Meu coração é um campo minado...
E em cada batalha
Uma guerra vencida
Em cada guerra
Vida... Vida... Vida... Vida...



Escrito por Poeta Sonhador às 19h44
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                Olhar as madrugadas

 
Fico a olhar as madrugadas
E em cada estrela
Busco um beijo seu
A lua sorridente sussurra,
Sussurra baixinho.
Conta-me segredos
Que só o futuro irá desvenda.
Fico a olhar as madrugadas
E na friagem de cada amanhecer
Entrego-me num abraço à solidão.
Fico a olhar as madrugadas
   Sonhando acordado.
   Vejo em cada estrela
   A esperança de te reencontrar,
   E em cada uma
   Está o brilho do meu olhar
   A procurar a luz
   De um sorriso teu.
   Fico a olhar as madrugadas
   O tempo a me acariciar
   Vai soprando estrelas
   No meu luar.
   E eu a te esperar
   Fico a olhar as madrugadas.


Escrito por Poeta Sonhador às 19h08
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Fênix

Lágrimas cinzentas

Percorriam minha face.

Pássaros de fogo

Sobrevoavam o céu

Em vôos rasantes

Espeliam suas línguas incandescentes

Sobre a cidade.

Mergulhava num mar de ruínas

A cidade caída.

Gritos!

Choro!

Dor!

Horror!

Cadáveres!

A morte feliz

Passeava pelas esquinas obscuras!

Sonhos desfeitos.

Esperanças dilaceradas!

Estupidez insensata!

Insensatez inválida!

Não me afogo somente em lágrimas,

Sufoco-me em cinzas!

Restam-me ruínas.

Das cinzas

Das ruínas

Recomeçar,

Refazer,

Renascer.

 

(Obs. este é um dos textos que surgiram na primeira aula de literatura no início deste ano. A atividade proposta aos alunos era, baseados no texto Rosa de Hiroxima do Vinícius de Moraes, criar um poema que de algum modo retratasse o sofrimento das pessoas durante a segunda guerra mundial. E para que eles tivessem um norte, fiz a atividade com eles. Eis a minha produção.)



Escrito por Poeta Sonhador às 13h57
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Lágrimas, nada mais

 

Lágrimas

nada mais...

Sonho negro

Luz que ilumina a alma

Desejo que arde

Vértice desordenado

Caminho sem volta

Lágrimas

Somente Lágrimas.

Distante,

resta apenas o adeus.

Somente o ingrato

E amargo

Adeus...

Nada mais! 

 

 (Obs. este é um dos textos que surgiram na primeira aula de literatura no início deste ano. A atividade proposta aos alunos era, baseados no texto Rosa de Hiroxima do Vinícius de Moraes, criar um poema que de algum modo retratasse o sofrimento das pessoas durante a segunda guerra mundial. E para que eles tivessem um norte, fiz a atividade com eles. Eis a minha produção.)



Escrito por Poeta Sonhador às 13h31
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