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Palavras
 

Os pequenos catireiros mostram sua arte: resgate da tradição

 

Fiquei muito feliz quando encontrei essa matéria publicada num dos cardernos da revista Nova Escola. A catira é uma dança tradicional que estava esquecida. Mais feliz ainda por ler que o projeto desenvolvido com crianças era na minha cidade natal, Aparecida do Taboado, e a iniciiativa de uma professora com quem estudei quando fazia o Magistério na Escola Estadual Georgina Oliveira Rocha. Ver o brilho e o reconhecimento do trabaho de uma pessoa que durante algum tempo compartilhou com você a mesma sala de aula é algo muito compensador, é uma alegria contagiante que não se explica.

  As origens da catira foram estudadas durante todo o projeto: o senhor Felipe Leonel de Aquino, catireiro desde criança, apresenta aos futuros dançadores um histórico sobre a manifestação folclórica, forte no passado do município, e hoje praticamente esquecida;     professora Jucelma reconta para a classe causos da tradição oral trazidos à cidade por tropeiros de Minas Gerais que ali acampavam;

   e a dupla formada pelo violeiro José e por seu irmão, o cantador Clementino Leite de Souza, anima a apresentação       Os catireiros com camisa xadrez, calça jeans, lenço no pescoço e um chapéu de aba larga: traje igual para meninas e meninos.

Ao ler a matéria mergulhei nas minhas lembranças de infância na Fazenda São João Batista. Apesar de sempre morar na cidade, passava todos os finais de semana e as férias escolares na fazenda. Era incrível. Então estou eu aqui em Campo Grande, distante mais de quatrocentos quilometros do Taboado, mas as imagens do passado voltam feito flashes. Lembrei-me das festas de Santo Reis, das danças e cantigas e claro da Catira, personagem desta reportagem da Revista Nova Escola. Parabéns a Jucelma, professora que fez a diferença e mostrou verdadeiro papel da educação. Parabéns também a todos os envolvidos no projeto em resgatar essa cultura no seio infantil, para que ela possa renascer novamente.

Visite o Link abaixo e conheça um pouco sobre a Catira:

http://novaescola.abril.com.br/index.htm?ed/157_nov02/html/caderno_esp3



Escrito por Poeta Sonhador às 14h32
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Não me encontro

Não me vejo

Perco-me no (mundo) imperfeito

No caos (dos sentimentos) humano

Sinto-me fora de órbita,

Desconcertado!

Vago pelas incertezas profundas

Existentes em mim.

Decepcionado

Sinto-me um barco a vela

Que o vento insiste em não soprar

E a deriva

Espero em alto mar!

Espero a compreensão

Espero a harmonia

Espero a paz

Não me encontro

Não me vejo

Perco-me no mundo imperfeito!



Escrito por Poeta Sonhador às 13h47
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Não encontro palavras

Persisto no desejo de escrever

Porém elas teimam em não aparecer!

Fogem de mim

Insensíveis, escapam,

Correm por pensamentos alados.

E não sei mais o que dizer.

Definir a alegria seria impossível.

A tristeza e a angústia,

Estas se disseram indisponíveis.

Impossível!

Não consigo ordená-las!

Onde estão as palavras?

Por que insistem em não aparecer?

Quero falar de mim

Expor meus desejos

Minhas vontades, frustrações

Mas elas, as palavras

Ignoram-me

Não se sensibilizam,

Estão indiferentes!



Escrito por Poeta Sonhador às 13h34
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