Pele macia, morena, indecente,
Lábios serenos... Olhos selvagens.
Teu sorriso me encanta e
Teu cheiro me entorpece!
Teu corpo me enebria e
Tua mão me enlouquece!
Tua boca me fascina e 
Teu olhar me queima!
Tua língua me encendeia
Enquanto
Tuas pernas são nuvens
Por onde viajo rumo ao prazer!
Teu sexo raios incessantes
Que me elevam ao Paraíso!
Oh! Anjo indecente
Pecado do meu destino
Perdição do meu caminho!
Ângulo que me desnorteia!
Norte do meu fim!

Escrito por Poeta Sonhador às 14h28
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Esse texto tem o poder de me despertar do meu estado de insensibilidade e levar-me à reflexão. Em minha enorme ignorância às vezes me permito pensar e analisar alguns acontecimentos em minha vida. E num desses momentos de rara ação mental, percebi a forma como a maioria das pessoas, a que sempre considerei realmente amigos, passaram por minha vida. Violentamente, elas chegaram imperceptíveis e quando me dei contam já haviam se apossado do meu coração e ali feito moradia.
Sempre tive a amizade como um estado de amar incondicional. Sem cobranças. Não é preciso que você passe por uma mudança radical apenas para satisfazer o desejo do que espero que você seja. Amo você pela sua essência. E nela qualidades e defeitos. Que graça teria se você tivesse a perfeição dos anjos? Acredito que nenhuma! Afinal se você fosse anjo, não estaria por aqui. E eu não teria o privilégio de te conhecer, de dividir tristezas e alegrias com você.
Ao longo da vida tenho percebido ainda o quanto as pessoas a quem chamo verdadeiramente amigos têm dito adeus muito cedo. Despediram-se de mim, ou nem sempre se despediram, pois a vida não nos ofereceu tempo para despedidas. Apenas partiram. Seja para uma distância entre um ponto e outro, seja para um caminha onde somente a morte nos traga endereços. Eram anjos. Possuíam a perfeição destes. Desse tempo nada ficou. Restaram lembranças dos momentos informais, do que fizemos e vivemos, do que ainda faríamos e viveríamos. Das lágrimas e sorrisos que juntos tivemos ou ainda teríamos. Dos sins e nãos que dissemos ou diríamos. Não restou tristeza, mas somente uma profunda saudade infinita. E a sensação de que valeu apena e um dia, quem sabe, ainda iremos sentar numa destas calçadas da vida rirmos novamente!
Obrigado amigos!!!
Escrito por Poeta Sonhador às 13h42
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